Eu sou ruiva natural.
Mas, desde criança até os meus 16 anos (mais ou menos), o meu maior sonho na vida era pintar o cabelo de preto.

Eu e a minha ruivisse com 1 ano de vida
Ser A RUIVA da escola não é nada fácil. Sofri mais bulling do que todas as crianças gordas, as que usavam aparelho e as que usavam óculos juntas. Me chamavam de Fanta, cenoura, foguinho…. uma vez um garoto jogou água na minha cabeça na hora do recreio, na frente de toda a escola, para “apagar o fogo da minha cabeça”.
Por mais que todos os adultos falassem que eu era linda e que todo mundo gostaria de ter um cabelo assim, obviamente só a opinião das crianças importava.
Eu queria desesperadamente ter um cabelo preto, simplesmente para parar de chamar tanta atenção e poder me misturar à multidão de cabelos “normais”.
A minha mãe não deixava eu pintar o cabelo. Claro, eu era uma criança e minha mãe é uma mãe sensata. No máximo fiz umas luzes quando eu tinha uns 13 anos – na tentativa de ficar loira – mas a ruivisse continuava lá.
Continuei fazendo as luzes por alguns anos, até começar a curtir ser ruiva no fim da adolescência. Quando cheguei na faculdade, aí sim, valorizei ser como eu sou. Muuuuuitos meninos eram loucos para “pegar” uma ruiva, inclusive os babacas que riam de mim na escola, e a mulherada morria de inveja.
Há uns 7 anos eu mantenho o meu cabelo virgem, naturalmente cor de fogo e sou MUITO feliz assim.
Toda vez que vejo uma “ruiva de farmácia” dou risada internamente e penso: YEEEES, TODAS QUEREM SER RUIVA!
Com certeza a parte que mais gosto em mim mesma é o meu cabelo. Ser ruiva é como fazer parte de um clube SUPER exclusivo, quase um estilo de vida. Quando conheço outros ruivos vejo que a história deles também é muito parecida com a minha.
Bom, é isso.
Só quem teve a sorte de ter nascido “foguinho” é que sabe a dor e a delícia de ser um.

Eu, meu irmão e a nossa ruivisse
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